Governo do Distrito Federal
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27/10/20 às 11h46 - Atualizado em 12/11/20 às 17h21

Distrito Federal registra menor taxa de desemprego desde abril

A capital federal contabiliza cinco mil desempregados a menos que no mês anterior

 

A Pesquisa do Emprego e Desemprego (PED), divulgada nesta terça-feira (27), mostra que a taxa de desemprego no Distrito Federal registrou queda de 19,1% em agosto para 18,4% em setembro. O resultado é o menor índice observado desde abril, quando o mercado de trabalho passou a ser fortemente afetado pela pandemia. O contingente de desempregados reduziu em cinco mil pessoas, totalizando 288 mil desocupados. O resultado se deve, entre outros fatores, ao aumento no nível de ocupação, com 34 mil novos ocupados, em número superior ao crescimento da População Economicamente Ativa (PEA).

 

Em setembro, o contingente de ocupados no Distrito Federal foi de 1.275 mil pessoas, um crescimento de 2,7% em relação ao mês anterior. Esse resultado decorre do aumento no número de trabalhadores registrado em todos os setores de atividade econômica: Serviços (1,9% ou +17 mil ocupados), Construção (13,8% ou +9 mil), Comércio e Reparação (2,8% ou +6 mil), Indústria de Transformação (7% ou +3 mil) e Administração Pública, Defesa e Seguridade Social (1,1% ou +2 mil).

 

 

Considerando a posição na ocupação, o contingente de assalariados cresceu em oito mil pessoas, em razão do acréscimo no setor público, já que o número de ocupados no setor privado não teve variação. Houve um aumento de dez mil trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no setor privado (12,3%) e redução nos assalariados com carteira assinada (-2% ou -10 mil). Entre os autônomos, classificados nas demais posições (empregadores, donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração, profissionais liberais, entre outros) e empregados domésticos, observou-se acréscimos de 16 mil, seis mil e quatro mil, respectivamente, no número de ocupados.

 

Segundo Grupos de Regiões Administrativas, a taxa de desemprego diminuiu no Grupo 4 (regiões de baixa renda: Fercal, Itapoã, Paranoá, Recanto das Emas, SCIA/Estrutural e Varjão), passando de 26,6% para 24,9%, e no Grupo 3 (regiões de média-baixa renda: Brazlândia, Ceilândia, Planaltina, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria e São Sebastião), ao passar de 22,2% para 21%, enquanto manteve-se relativamente estável no Grupo 2 (regiões de média-alta renda: Águas Claras, Candangolândia, Cruzeiro, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Sobradinho, Sobradinho II, Taguatinga e Vicente Pires), ao variar de 16,3% para 16,4%.

 

PERFIL DA INATIVIDADE NO DF – Em setembro, a População em Idade Ativa (pessoas com 14 anos ou mais) no Distrito Federal era de 2.495 mil pessoas. Desse total, 931 mil eram inativos, 27 mil a menos que o observado no mês anterior. Os inativos representam a parcela da população que não está ocupada e nem desempregada, visto que não busca por trabalho.

 

Entre agosto e setembro, houve variações entre os principais motivos dos inativos não buscarem por trabalho: aqueles que não trabalham por estarem aposentados reduziram de 31,9% para 30,9%; por se dedicarem aos estudos, aumentaram de 22,7% para 23,5%; por se dedicarem aos afazeres domésticos, mantiveram-se praticamente estáveis, ao passarem de 15,2% para 15,3%; e por outros motivos, permaneceram estáveis em 28,7%.

 

Entre os inativos, 35,6% eram homens e 64,4% mulheres. Considerando raça/cor, 57,9% dos inativos eram negros e 42,1% não negros. A maioria dos inativos é composta por pessoas com 60 anos ou mais (36,7%) ou que estão na faixa de 16 a 24 anos (19,1%), o que pode ser explicado pelo número de aposentados na primeira faixa etária e de jovens dedicados aos estudos na segunda. Embora os idosos representem a maior parcela dos inativos, a participação de inativos com 60 anos ou mais reduziu 2,1 pontos percentuais entre agosto e setembro.

 

Em relação à posição no domicílio, 36% dos inativos eram chefes do lar, enquanto 64% eram membros da residência. Cerca de 62,6% dos inativos contabilizados em setembro tinham experiência de trabalho anterior, enquanto 37,4% deles nunca haviam trabalhado. Entre os inativos que possuem experiência de trabalho anterior, observa-se que a maioria deles (48,4%) perdeu ou deixou o último trabalho há mais de cinco anos, entre três e cinco anos (14%) e até seis meses atrás (13,8%).

 

Reportagem: Lucas Almeida, com supervisão de Renata Nandes, Ascom/Codeplan

Foto: Pedro Ventura da Agência Brasília

 

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