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Quarta, 12 Julho 2017

Fatores que contribuíram para a deflação em Brasília são analisados

Para fazerem análise da inflação dos indicadores da inflação para Brasília, no mês de junho deste ano, estiveram reunidos nesta tarde (12), na Codeplan, economistas da Companhia e da Ceasa.

A apresentação da análise dos indicadores de inflação, feita pela gerente de Contas e Estudos Setoriais, a economista Clarissa Jahns Schlabitz, da Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, destacou a deflação de -0,22%, registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/Brasília), próxima à registrada pela média Brasil que foi de -0,23%.

“Serviços Bancários, Saúde e Despesas Pessoais tiveram peso importante, com destaque para o índice de empregados domésticos, dentro de Despesas Pessoais, que apontou maior variação: 0,39%”, afirmou Clarissa Schlabitz.

A mesma dinâmica de preços também foi apontada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/Brasília). Acusou deflação mensal de -0,21% enquanto a média Brasil foi menor, -0,30%.

ICDF/Ceasa

ICDF Junho 1O Índice Ceasa do Distrito Federal da Cesta do Distrito Federal acompanha 66 itens de hortifrutigranjeiros. Essa cesta é baseada na importância dentro da alimentação do brasileiro e também na relevância da quantidade comercializada na Ceasa do DF.

Segundo o economista da Gerência de Estatística da Ceasa, Fernando Cabral Santos, os resultados do Índice Ceasa do Distrito Federal da Cesta de Produtos comercializados no mercado atacadista, também relativos ao mês de junho de 2017, registraram leve aumento dos preços de 0,06% comparado com o mês anterior.

Ele disse que entre os produtos comercializados no âmbito da Ceasa, o setor de Frutas foi o que apresentou aumento de 3,37%; o setor de Legumes, recuo de 7,41%; o de Verdura registrou depreciação de 3,25%; e o setor de Ovos e Grãos, leve redução de 0,27%.

Após a análise dos índices, a diretora de Estudos e Políticas Sociais e respondendo pela diretoria de Pesquisas Socioeconômicas, Ana Maria Nogales Vasconcelos, provocou o debate, perguntando aos economistas se a deflação poderia ser positiva para a economia.

Respondendo à indagação, Schlabitz disse que o processo desinflacionário continuamente pode levar a uma queda da demanda quando os produtores deixam de ofertar os produtos em decorrência da pouca demanda, por isso não é bom, exemplificou.

Santos, também na mesma linha, citou a economia do Japão que, por muitos anos, está desinflacionada. Ressaltou que não é a ideal, e que no cenário geral, é preciso conter um pouco a inflação, mas, também, que o consumidor tenha poder de compra.

 

Reportagem e Ilustração: Eliane Menezes, da Codeplan
Foto: Toninho Leite, da Codeplan


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