Governo do Distrito Federal
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27/09/21 às 18h44 - Atualizado em 28/09/21 às 15h29

Taxa de desemprego cai no DF

Nos últimos doze meses a queda foi de 0,9 pontos percentuais

 

A Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Codeplan e o Dieese, e apresentada hoje (28), apontou que nos últimos 12 (doze) meses (agosto de 2020 a agosto de 2021) a taxa de desemprego total na Capital diminuiu 0,9 pontos percentuais (pp), indo de 19,1% para 18,2%. E no mesmo período, a taxa de participação (proporção de pessoas com 14 anos e mais incorporadas ao mercado como ocupadas ou desempregadas), cresceu 4,3% ao passar de 61,6% para 65,9%.

 

O aumento na ocupação decorreu do crescimento nos serviços, no comércio e reparação e na construção; e, segundo a forma de inserção, do crescimento do trabalho autônomo, do emprego doméstico e do assalariamento privado com e sem carteira de trabalho assinada, além do agregado demais posições.

 

No entanto, neste intervalo de tempo, apesar do número positivo, o contingente de desempregados cresceu, devido ao aumento da População Economicamente Ativa (PEA), onde 137 mil pessoas entraram no mercado de trabalho, número superior ao acréscimo do nível ocupacional de 126 mil postos de trabalho.

 

“É claro que no Distrito Federal e na Periferia Metropolitana de Brasília, vimos uma recuperação do nível ocupacional positiva, estávamos numa situação de desemprego elevada e esse desemprego vem se reduzindo norteado, de certa forma, pelo aumento do nível ocupacional, mas esse aumento se dá favorecendo um segmento do mercado de trabalho, como citado, o aumento do emprego doméstico, autônomo e do setor de serviços.”, comentou Jusçanio Souza, gerente de pesquisas socioeconômicas da Codeplan.

 

COMPARAÇÃO MENSAL (JULHO-AGOSTO)

Se tratando da relação mensal, julho-agosto, a taxa de desemprego total manteve estabilidade em 18,2% da PEA. Já a taxa de participação cresceu, ao passar de 65,4% para 65,9%.

 

Onde, no mesmo período, o quantitativo de desempregados aumentou, como resultado do acréscimo da PEA (15 mil pessoas entraram no mercado de trabalho) em número maior que o aumento do nível de ocupação (mais 12 mil postos de trabalho). Por sua vez, o aumento do contingente de ocupados decorreu do crescimento no número de postos de trabalho no setor de serviços, na construção e no comércio e reparação, assim como do aumento entre os assalariados do setor público e dos trabalhadores autônomos.

 

A economista Lúcia Garcia, Técnica do DIEESE, explica: “Neste mês de agosto, identificamos que o Mercado de Trabalho da Área Metropolitana de Brasília continua em marcha de recuperação, com aumento das oportunidades de trabalho, em volume superior à elevação da Força de Trabalho. Como resultante, houve queda da taxa de desemprego regional. Já em relação ao DF, o aumento da População Economicamente Ativa vem impondo um desafio enorme à expansão ocupacional, que não vem dando conta da necessidade de trabalho, redundando, neste momento, em ascensão do desemprego. Vemos que o problema é a qualidade das ocupações geradas, sobretudo, porque há uma cadência das remunerações. Deste jeito, a família trabalhadora precisa acorrer ao mercado de trabalho. Neste pé, não estamos mais falando de período pós-pandêmico, mas dos efeitos da Reforma Trabalhista e da crise crônica que assola o país.”, finalizou a economista.

 

Acesse aqui a Pesquisa de Emprego e Desemprego.

 

Acesse aqui a apresentação da pesquisa no Canal CodeplanOficial.

 

Reportagem: Kaszenlem Rocha com supervisão de Renata Nandes – Ascom/Codeplan

Foto: Dênio Simões, Agência Brasília

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