Governo do Distrito Federal
9/05/22 às 18h48 - Atualizado em 13/05/22 às 16h37

PDAD 2021: Codeplan revela a nova realidade brasiliense

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“Ninguém desenvolve políticas públicas se não tiver dados precisos”, afirmou governador Ibaneis Rocha no lançamento da PDAD 2021

 

 

O Distrito Federal amanheceu nesta segunda-feira (9/5) com um novo retrato da sua sociedade. A Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD 2021) da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) apresentada em cerimônia no Palácio do Buriti trouxe à luz as várias faces que essa população forjada ainda na construção de Brasília adquiriu com o passar das décadas, criando sua própria identidade e característica.

 

O levantamento considerado o mais abrangente dos últimos anos buscou ir além das questões tradicionais e revelou aspectos jamais abordados em outros estudos semelhantes, como identidade de gênero e orientação sexual para maiores de 18 anos.

 

A PDAD 2021 também incluiu os costumes e preferência dos brasilienses, como por exemplo, o tipo de animal doméstico mais frequentes nos 31 mil domicílios visitados pelos pesquisados, acesso a telefone celular e internet.

 

Quanto aos aspectos econômicos, o estudo levantou o rendimento desses moradores, o tipo de emprego e até aquele grupo da população que não estuda, nem trabalha. Os chamados “nem-nem”.

 

Tudo isso foi apresentado na manhã desta segunda-feira numa cerimônia no Salão Branco do Palácio do Buriti com a presença do governado Ibaneis Rocha, do secretário de Governo José Humberto Pires e dos deputados Agaciel Maia e Fernando Fernandes, além do presidente da Codeplan, Jean Lima.

 

A importância da pesquisa da Codeplan se deve ao fato de ser base para direcionar as políticas públicas à população do DF, por meio dos representantes do governo que estão na ponta, como secretários de estado e administradores regionais.

 

E foi justamente nessa linha que Ibaneis Rocha iniciou sua fala para um público de 300 pessoas compostas por representantes da comunidade, como lideranças comunitárias e administradores.  “Ninguém desenvolve políticas públicas se não tiver dados precisos. A melhor maneira de você não errar quando propõe políticas públicas é ter uma coleta perfeita dos dados para que se possa avaliar quais delas devem ser aplicadas à população”, sintetizou Ibaneis.

 

Ele lembrou que o período eleitoral pode se locupletar da pesquisa, uma vez que os candidatos a cargos eletivos pelo DF interessados em diminuir as desigualdades sociais têm uma importante ferramenta para identificar as carências da população e investir seu compromisso de melhorias.  “Muitos vieram me questionar pelo fato de eu soltar uma pesquisa em que mostra que ainda existe uma grande disparidade dentro da nossa sociedade num ano eleitoral, que pode ter aumentado essa desigualdade em virtude da pandemia. Ela é importante para todos nós”, afirmou.

 

Em seguida, Ibaneis devotou mais uma parte da sua fala para elogiar o trabalho da Codeplan em outros períodos do seu governo, como na pandemia. “Nós não tínhamos dados para poder colocarmos as políticas contra a pandemia no DF. Então, quem nos ajudou com isso tudo foi o Jean e sua equipe, colocando todos os cenários da pandemia à disposição para que pudéssemos tomar as melhores decisões”, recordou Ibaneis Rocha.

 

Quando aceitou o convite para presidir a Codeplan, Jean Lima, lembra que uma das qualidades identificadas por ele em Ibaneis foi a de ser um governador que investe em pesquisas, estudos e evidências científicas para implementar suas políticas públicas. “Quando a gente assumiu, a estimativa de investimento em pesquisas era de R$ 300 mil. Só no ano passado, a Codeplan executou R$ 6 milhões em pesquisa. O DF é a única unidade da federação que realiza pesquisa de emprego e desemprego. Quando a gente chegou, a Codeplan nunca tinha executado uma emenda parlamentar. No ano passado, a gente executou R$ 1,2 mil de emendas. Então, quero também agradecer a Câmara Legislativa”, destacou Jean.

 

A apresentação da PDAD 2021 foi feita pela diretora Diretora de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, Clarissa Schlabitz. Segundo ela observou, a PDAD é uma das principais pesquisas da Codeplan, sendo fundamental para o planejamento e o acompanhamento de políticas públicas do Governo do Distrito Federal (GDF), pois é a única a fornecer informações representativas para cada uma das 33 Regiões Administrativas da capital federal.

 

Sua metodologia foi dividida em dois conjuntos de informações. O primeiro abordou as características demográficas da população, de migração, comunicação, saúde, educação, trabalho e rendimento. Já o segundo conjunto se deteve a elencar os aspectos domiciliares, com informações sobre a infraestrutura dos lares e em suas proximidades, os serviços domiciliares e o inventário de bens, os locais predominantes de compras, a existência de animais domésticos e situações de insegurança alimentar.

 

Infraestrutura domiciliar

O levantamento da Codeplan verificou que 92% das residências apresentavam parede externa de alvenaria com revestimento, 93,3% tinham o material do piso de “cerâmica, porcelanato ou madeira”, enquanto o telhado era de telha, exceto fibrocimento, com laje em 30,4% dos domicílios.

 

No que diz respeito ao esgotamento sanitário, verificou-se que 91% dos domicílios com ligação à rede geral da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), 7,5% declararam ter fossa séptica, 2,5% tinham fossa rudimentar e o esgotamento a céu aberto estava presente em 0,2% dos domicílios.

 

Quase 100% das residências investigadas possui abastecimento de energia elétrica fornecido pela Companhia Energética de Brasília (CEB/Neoenergia), sendo que somente 0,1% declararam utilizar geradores por combustão, 0,5% utilizavam geradores solares, 0,1% possuíam alguma outra forma de geração de energia renovável e 2,5% utilizavam gambiarra

 

Sobre as questões sociais e econômicas da pesquisa, um dos dados que mais chamaram a atenção foi que 23,6% dos domicílios visitados pelos pesquisados havia casais que não tinham filhos.

 

No que diz respeito ao atendimento de saúde, 43,4% dos moradores informaram ter utilizado posto de saúde ou Unidade Básica de Saúde (UBS). Entre os principais motivos para o atendimento dor, febre e diarreia.

 

Identidade de gênero

Nesta edição, a PDAD trouxe uma inovação, com perguntas sobre identidade de gênero e sobre orientação sexual dos moradores com 18 anos ou mais de idade. Quando considerado o cruzamento com a questão sobre sexo de nascimento dessas pessoas, sobre identidade de gênero, 1% dos respondentes era transgênero. No que diz respeito à orientação sexual, 3% dos moradores entrevistados eram lésbicas, gays, bissexuais ou outros e 3,8% se identificaram LGBTQIA+.

 

A pesquisa também abordou aspectos sobre origem e dos moradores. Aproximadamente 55,5% informaram ter nascido no próprio DF. O estado que mais trouxe imigrantes para o DF foi Minas Gerais.

 

O levantamento também trouxe uma preocupação quanto à taxa de escolaridade entre essas famílias. De acordo com o levantamento, 96,1% dos moradores com seis anos ou mais de idade declararam saber ler e escrever. Para as pessoas entre 4 e 24 anos, 50,7% reportaram frequentar escola pública. Considerando-se os estudantes de todas as idades, a modalidade predominante era presencial, para 81,3% dos respondentes, no turno matutino.

 

Sobre o acesso à comunicação, os equipamentos eletrônicos foram as formas mais usuais entre os entrevistados, como tablete e celular. Aproximadamente 83,6% declararam possuir ao menos um celular para uso pessoal, enquanto 7,8% declararam possuir ao menos um tablete.

 

Internet

Perguntados se acessaram à internet nos últimos três meses, 85,7% responderam afirmativamente, dos quais 96,1% acessaram todos os dias. Sobre os meios de acesso, 51,1% se conectaram por meio de microcomputador, 97,9% por meio de celular ou tablet e 39,2% por outros meios (como televisão, videogame ou outro equipamento eletrônico)

 

Foram perguntados, ainda, os motivos de acesso à internet, tendo-se as seguintes respostas: 52,3% para trabalho; 56,1% para educação ou cursos; 80,8% informações e notícias; 63,8% criação e compartilhamento de conteúdo; 85% para multimídia, lazer e cultura; 88,7% para comunicação; e 59,5% para transações financeiras ou comerciais.

 

Insegurança alimentar

A PDAD 2021 investigou domicílios em situação de insegurança alimentar, constatando que 25,6% estavam nesta situação nos três meses anteriores à data da entrevista. Segundo a abordagem, em 28,8% das residências com ao menos um morador houve ocorrência de alguém que deixou de fazer alguma refeição porque não havia dinheiro para comprar comida e 30,2% delas alguém, alguma vez, comeu menos do que achou que devia também por falta de recurso.

 

Animais de estimação

Outra novidade da PDAD 2021 diz respeito à existência de animais de estimação nos domicílios. Segundo os entrevistados, em 51,3% havia pelo menos um animal de estimação. Em 11,5% delas havia gato. Em 43,7%, cachorro e em 5,5% havia ave, 2,3%, peixe e 1,4% outro animal.

 

Trabalho

Considerando as pessoas com 14 anos ou mais, também conhecida como população em idade ativa (PIA), 58,9% estavam economicamente ativas, isto é, ocupadas ou desocupadas. “A renda bruta média do trabalho principal, um trabalhador do grupo de alta renda recebe em média 4,6 vezes a mais que um trabalhador do grupo de baixa renda”, apontou Clarissa Schlabitz, diretora Diretora de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan.

 

Nem-nem

Uma questão relevante para o mercado de trabalho diz respeito à parcela da população que não estuda, nem trabalha, os chamados “nem-nem”. Para a população entre 18 e 29 anos, mais de 31,1% se encontravam nesta situação.

 

Acesse aqui:

Relatório da PDAD-DF 2021

Apresentação PDAD-DF 2021

Vídeo da apresentação da PDAD 2021

Dados da PDAD 2021

 

Pesquisa traz amplo diagnóstico da sociedade brasiliense

 

Matéria: Assessoria de Comunicação Social da Codeplan

Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

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