Governo do Distrito Federal
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19/06/18 às 18h45 - Atualizado em 29/10/18 às 12h08

Atividade econômica no DF cresce 1,1% no primeiro trimestre

O diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, da Codeplan, Bruno de Oliveira Cruz, apresentou os números do Idecon-DF. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

O comportamento do início de 2018 repete o do fim do ano passado, quando a taxa reagiu depois de 11 trimestres consecutivos de resultados negativos. Os números foram divulgados nesta terça-feira (19) pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), na sede da empresa pública.

 

Segundo o levantamento, contribuíram para esse índice o setor de serviços — com desempenho positivo de 1,3% — e as variações negativas da indústria (-1,8%) e da agropecuária (-2,3%).

 

A parcial confirma um processo de recuperação da economia brasiliense, embora mais lento que o observado em âmbito nacional.

 

No setor de serviços, as atividades econômicas que tiveram variação positiva (na comparação dos primeiros trimestres de 2018 e 2017), segundo o Idecon-DF, foram:

 . administração, saúde e educação públicas (+1,9%)

 . atividades financeiras, seguros e previdência complementar (+0,1%)

 . outros serviços (+1,7%)

Já as variações negativas ocorreram em serviços de informação (-0,9%) e comércio (-0,2%).

 

De acordo com o Idecon-DF, também colaboraram com a retomada do crescimento econômico local as reduções da taxa básica de juros (de 7,5% ao ano para 6,5% ao ano, em março) e da inflação.

 

De acordo com a Codeplan, o Idecon-DF passou a apresentar variações positivas a partir do quarto trimestre de 2017, diferentemente do PIB nacional — medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) —, que voltou a crescer no segundo trimestre do ano passado.

 

O descompasso dos ritmos se justifica, segundo a companhia, em razão do perfil produtivo local, no qual o comportamento do setor de serviços determina a dinâmica da atividade econômica, com 94,3%.

 

Para o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, da Codeplan, Bruno Cruz, a recente greve dos caminhoneiros pode causar impacto ou mesmo interromper o recente histórico de crescimento econômico local.

 

“O DF não é uma ilha isolada. Não é pessimismo imaginar um possível reflexo negativo. Essa recente interrupção do abastecimento, sentida no território nacional, deve repercutir em todas as unidades da Federação”, avaliou Cruz.

 

Variações negativas na atividade econômica do DF
A indústria, com peso de 5,4% na estrutura produtiva brasiliense, registrou contração de 1,8% no primeiro trimestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano anterior. No restante do País, o IBGE computou alta de 1,6% para o setor.

 

Com 1,4% da estrutura econômica local, a indústria de transformação retraiu 0,1% de janeiro a março de 2018. A construção, responsável por 2,9% da economia local e 54,9% do setor industrial, contraiu 1,3% nos primeiros três meses do ano em relação aos mesmos meses de 2017. No Brasil, a atividade recuou 2,2%.

 

O setor agropecuário no DF exerce pequeno impacto no desempenho total, já que responde por 0,3% da estrutura produtiva. De janeiro a março de 2018, o setor decresceu 2,3% frente ao mesmo período de 2017. O IBGE apontou queda de 2,6% no desempenho nacional.

 

Idecon mede desempenho desde 2012
A primeira edição do Idecon-DF, calculado pela Codeplan, ocorreu em 2012. O índice, de natureza conjuntural e periodicidade trimestral, oferece dados que permitem compreender melhor a realidade econômica local.

 

Inflação em Brasília fechou março em 3,13%
A inflação no Distrito Federal, acumulada em 12 meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), encerrou março de 2018 em 3,13% — inferior aos 4,51% acumulados de abril de 2016 a março de 2017.

 

O IPCA nacional, por sua vez, computou taxas de 2,68% e 4,57% nos mesmos períodos.

 

SEMINÁRIO

O Idecon-DF foi apresentado durante seminário sobre a conjuntura econômica do Brasil e do Distrito Federal, que teve a participação de Alexandre Comin, gerente da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros, do Sebrae Nacional, que apresentou uma análise sobre Panorama do Crédito para Empresas no Brasil e no Distrito Federal, destacando, por exemplo, que a quantidade de operações e o volume de crédito vem caindo desde 2015, com queda mais forte nos segmentos das médias e pequenas empresas.

 

Durante o seminário, além da palestra e dos números do desempenho da economia do DF, a Codeplan apresentou dados sobre nível de atividade, política fiscal, mercado de trabalho e inflação, consolidados em mais um Boletim de Conjuntura.

 

Veja a íntegra do Idecon-DF do primeiro trimestre de 2018 e o Boletim de Conjuntura do DF – 1º trimestre de 2018.

 

Texto: Agência Brasília e Ascom/Codeplan

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