Governo do Distrito Federal
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3/02/21 às 14h35 - Atualizado em 22/02/21 às 19h23

Codeplan divulga estudo sobre gravidez na adolescência no Distrito Federal

Entre 2000 e 2016, o número de partos de mães adolescentes reduziu significativamente no DF

 

A Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) divulgou nesta terça-feira (2) o estudo “Gravidez na adolescência no Distrito Federal: uma análise de 2000 a 2016”, que traz informações sobre volume e proporção de partos entre mães adolescentes no Brasil e no Distrito Federal; distribuição de nascimentos e mães adolescentes por grupos de regiões administrativas (RAs) de acordo com a renda; perfil do parto e gestação das mães adolescentes; mortalidade neonatal e das mães adolescentes; e o perfil sociodemográfico das mães adolescentes no DF.

 

Segundo o presidente da Codeplan, Jean Lima, “a Codeplan divulgou um estudo muito importante sobre a gravidez na adolescência. Trata-se de um tema que engloba uma série de políticas públicas intersetoriais, como saúde, assistência social, educação, gênero e juventude. Por isso, para discutir sobre o assunto, é necessário que tenhamos dados e informações consolidadas para entendermos o impacto dessa temática na vida de adolescentes no Distrito Federal”.

 

Para Ericka Filippelli, secretária da Mulher, “essa pauta é muito importante para a Secretaria da Mulher. Faz parte da nossa discussão e do nosso planejamento termos um olhar anterior da mulher, um olhar atento para os direitos das meninas jovens e adolescentes. Nós sabemos o impacto da gravidez na adolescência não só na vida pessoal da adolescente, mas também na vida familiar, escolar e até econômica. Quando falamos sobre a garantia da saúde sexual e reprodutiva das mulheres, estamos falando de acesso à informação e a métodos contraceptivos. Para isso, quando identificamos o impacto que uma gravidez precoce inesperada gera na vida de uma mãe adolescente, em todas as esferas sociais, precisamos unir esforços para pensarmos ações e políticas integradas voltadas para ela”.

 

O secretário de Juventude, Kedson Rocha, afirma que “estudos como esse são fundamentais para que possamos guiar o trabalho da Secretaria da Juventude de forma realmente eficaz e assertiva. É fundamental compreendermos a realidade das nossas adolescentes para que possamos de fato assisti-las dentro de suas necessidades e, como o próprio estudo sugere, adotar medidas eficazes como gestores públicos. E por isso fico feliz de ver que estamos no caminho certo ao constatar que as iniciativas da SEJUV estão muito alinhadas com as sugestões de enfrentamento à essa questão”.

 

Os dados revelam que o número de partos de mães adolescentes (entre 10 e 19 anos) ocorridos no DF reduziu significativamente, passando de 9.421 em 2000 para 5.266 em 2016, segundo o Sistema Nacional de Nascidos Vivos (SINASC). No âmbito nacional, 743.194 partos ocorridos em 2000 eram de mães adolescentes. Em 2016, esse número foi de 509.956 partos. Em 2018, a proporção de partos de mães adolescentes no Distrito Federal ficou em 10%, o menor índice do país. No Brasil, esse percentual era de 16%.

 

A participação das mães adolescentes de 10 a 14 anos no número de partos ocorridos no DF correspondia a 0,58% em 2000, caindo para 0,38% em 2016. Já o percentual de participação das mães adolescentes de 15 a 19 anos reduziu de 19,01% em 2000 para 11,40% em 2016. No Brasil, as mães adolescentes de 10 a 14 anos respondiam por 0,88% dos partos em 2000 e 0,83% em 2016, enquanto as mães adolescentes de 15 a 19 anos respondiam por 22,40% e 16,56%, respectivamente.

 

O estudo mostra as diferenças significativas na proporção de mães adolescentes entre as RAs do Distrito Federal. Em 2016, 0,6% dos partos eram de mães adolescentes de 10 a 14 anos e 17,3% de mães adolescentes de 15 a 19 anos que residiam em regiões de baixa renda, enquanto 0,1% dos nascimentos eram de mães adolescentes de 10 a 14 anos e 2,6% de mães adolescentes de 15 a 19 anos residentes em regiões de alta renda. A proporção de mães adolescentes de 10 a 19 anos variou de 0,86% no Sudoeste/Octogonal a 22,03% na SCIA/Estrutural.

 

Perfil das mães adolescentes – De acordo com a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) de 2018, 7.077 adolescentes de 14 a 19 anos eram mães, o que correspondia a 5,1% das meninas nessa faixa etária no Distrito Federal.

 

Nas regiões de média-baixa renda (Brazlândia, Ceilândia, Planaltina, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, SIA, Samambaia, Santa Maria e São Sebastião), 7,2% das adolescentes de 14 a 19 anos eram mães, enquanto nas regiões de média-alta renda (Águas Claras, Candangolândia, Cruzeiro, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Sobradinho, Sobradinho II, Taguatinga e Vicente Pires), esse percentual era de 2,2%.

 

Entre as mães adolescentes, 81% eram negras; 17% eram casadas ou estavam em união estável regularizada pelo cartório; 35% eram responsáveis ou companheiras de responsáveis pelo domicílio; 54% moravam na mesma residência que seus parceiros; 15% tinham mais de um filho; 75% tinham renda familiar per capita de até meio salário mínimo; 69% não estavam no ensino formal; e 17% estavam ocupadas no mercado de trabalho.

 

Assista a divulgação do estudo em: https://bit.ly/3j81bvy

 

Confira o estudo na íntegra em: https://bit.ly/3rguKOl

 

Acesse o Sumário Executivo do estudo em: https://bit.ly/3tkrWRX

 

Reportagem: Lucas Almeida, com supervisão de Renata Nandes – Assessoria de Comunicação Social/Codeplan

Foto: André Borges, Agência Brasília

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