Governo do Distrito Federal
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3/05/13 às 20h49 - Atualizado em 29/10/18 às 12h00

Codeplan lança segunda edição da Revista Brasília em Debate

O segundo número da Revista Brasília em Debate foi lançado nessa última terça-feira (30/04/2013) na Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), com a presença dos economistas Dércio Munhoz e Roberto Piscitelli, que debateram o artigo “Classes de Renda no DF e em sua área metropolitana”, elaborado e apresentado pelo presidente da Companhia Júlio Miragaya e pelo estatístico Alisson Silva.

O Artigo, após destacar os enormes avanços ocorridos nos últimos 10 anos na redução da pobreza e na melhoria da condição de vida da população situada na base da pirâmide social do Brasil, faz o enquadramento da população do Distrito Federal segundo classes de renda, tendo como referência parâmetros utilizados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), encontrando resultados que não refletem com exatidão a realidade econômica e social do Distrito Federal. Em face dos resultados, faz testes com base em outros parâmetros, buscando resultados mais condizentes com nossa realidade.

O desacordo principal com a SAE/PR situa-se na linha de corte que separa classe baixa (pobres) da classe média, que, no entendimento dos autores, é muito reduzida, segundo os parâmetros da SAE/PR. Na Região Administrativa Estrutural, por exemplo, a mais pobre do DF, 48,5% da população seria de classe média, segundo os parâmetros da SAE/PR, muito embora apenas 3,7% possuam computador e 1,4%, TV por assinatura, bem e serviço típicos da classe média. Segundo os parâmetros adotados pelos autores, a classe média na Estrutural abrangeria apenas 16,6% da população.

No debate, o professor Dércio Munhoz afirmou que entre 1995 e 2010, ocorreu um avanço dos 50% mais pobres do país da ordem de 3 pontos percentuais da massa de renda das famílias (cerca de R$ 80 bilhões), com a redução, sobretudo, do rendimento dos 10% mais ricos. Embora reconheça a melhoria da renda desta parcela da população, Munhoz mostrou preocupação com a rápida expansão do consumo, além da expansão da renda disponível, em grande parte assentada no acesso ao crédito abundante e mais barato, com graves consequências para a economia nacional.

O professor Piscitelli, após elogiar a iniciativa e a coragem da Codeplan em pautar o debate de assunto de tamanha relevância, tratado com leviana euforia pela grande mídia, destacou a importância da universalização da previdência rural, da valorização do salário mínimo e da forte expansão do emprego formal para a ascensão econômica da população brasileira mais pobre, duvidando, contudo, que ela tenha se transformado em classe média, alegando que a simples posse de alguns bens, como geladeira ou telefone celular, não são suficientes para caracterizar tal mudança de status social.

Após as intervenções dos dois convidados, ocorreu o debate com os órgãos de imprensa presentes e com a plateia.

Leia a revista no link abaixo.

. Brasília em debate

 

Texto: Mariana Mainenti

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