Governo do Distrito Federal
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23/09/20 às 15h45 - Atualizado em 14/10/20 às 14h50

Economia do Distrito Federal sofre queda no segundo trimestre do ano

 

Índice apresentou decréscimo de -4,2% nos meses de abril a junho, influenciado principalmente pela pandemia

 

(Atualizado em 24/09/20 às 15h06)

 

O Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon-DF), que mede o desempenho econômico da capital federal, registrou variação negativa de 4,2% no segundo trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com os dados da 13ª edição do Boletim de Conjuntura do Distrito Federal (2º Trimestre 2020), apresentado nesta quarta-feira (23). Esta é a primeira edição do boletim que revela, por inteiro, o impacto causado pela crise sanitária do novo coronavírus na economia nacional e local, já que a larga paralisação das atividades econômicas em decorrência da pandemia ocorreram entre os meses de abril e junho.

 

No acumulado em quatro trimestres, a economia brasiliense apresenta variação positiva de 0,4%, enquanto a economia brasileira registra queda de -2,2%. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – indicador mais amplo que o Idecon-DF – foi de -11,4% no segundo trimestre do ano, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Para Jean Lima, presidente da Codeplan, o cenário descrito pelo Idecon-DF evidencia que a pandemia do novo coronavírus influenciou significativamente na desaceleração econômica local, afetando negativamente os segmentos dedicados ao fornecimento de bens e serviços considerados não essenciais para a população. “Os percentuais negativos, no entanto, eram esperados pelos agentes econômicos, dada a relevância do impacto da crise de saúde pública sobre a economia local, nacional e até internacional” explica.

 

Gráfico 1 – Nível de atividade econômica: Evolução da taxa trimestral do PIB-Brasil e do Idecon-DF – 1T2015 a 2T2020 – Variação (%)

 

Fonte: IBGE e Codeplan  –  Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan.

 

Patrícia Café, secretária-executiva de Assuntos Econômicos, explicou que o Distrito Federal deve  vivenciar nos próximos meses uma taxa de crescimento econômico melhor do que a que foi apresentada hoje, exatamente porque estamos vendo recuperação no comércio um pouco mais adiante. “De fato, os meses de abril, maio e junho foram os mais críticos em termos de atividade econômica no Distrito Federal, então acredito que na próxima edição do boletim iremos observar números mais positivos “ afirmou.

 

O secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eduardo Pereira, destacou a importância dos dados para a avaliação da conjuntura. “Para que tenhamos balizadores necessários, no sentido de observar aquilo o que está sendo desenvolvido em uma agenda de eficiência, estamos trabalhando juntamente com as secretarias de Economia, Empreendedorismo e Trabalho, e com a Codeplan nos fornecendo diuturnamente dados importantes para que possamos seguir uma trilha voltada para o enfrentamento dos dilemas econômicos e sociais”, disse.

 

SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA – O índice é resultado de diversos fatores, entre eles, a desaceleração nos setores da Indústria (-10,9%) e de Serviços (-3,9%), motivada principalmente pela crise de saúde pública desencadeada pela Covid-19. O crescimento da Agropecuária (2,1%) contribuiu positivamente para o resultado. Em âmbito nacional, o cenário foi o mesmo nos três grandes setores, com alta na Agropecuária (1,2%) e queda na Indústria (-12,7%) e nos Serviços (-11,2%).

 

A razão pela qual a Agropecuária registrou crescimento durante o ápice das paralisações econômicas é o fato de ser considerada atividade essencial e, portanto, não ter sofrido alterações consideráveis no seu funcionamento. Isso mostra que a pandemia afetou de forma diferente os setores produtivos da economia nacional e local.

 

A redução no consumo de bens e serviços, ocasionada pela perda do poder de compra da população local, e a paralisação das atividades econômicas, explica as quedas no Comércio (-20%) e na Construção (-15,1%), principais segmentos responsáveis pela redução observada no crescimento da Indústria e dos Serviços.

 

As Atividades financeiras, de seguros e de serviços relacionados, segmento dos Serviços, registraram alta (1,5%) na comparação do 2º trimestre de 2020 com o mesmo trimestre de 2019. Isso pode estar associado ao fato de as taxas de juros se encontrarem em um patamar historicamente baixo, o que pode estimular as transações financeiras e as contratações de crédito.

 

MERCADO DE TRABALHO  – A taxa de desemprego local encerrou o primeiro semestre de 2020 em 21,6%, o que equivale a 327 mil pessoas desocupadas na capital federal. Houve 23.002 desligamentos a mais que contratações no 2º trimestre de 2020 no DF, ocasionando uma redução de 131 mil pessoas na massa de ocupados no período.

 

O mercado de trabalho no setor público apresentou crescimento de 9,1% no 2º trimestre de 2020, passando de 274 mil para 299 mil ocupados. Entre os motivos para o aumento, destaca-se o reforço na contratação de profissionais da saúde para atuar no combate ao novo coronavírus. As atividades de Saúde humana e serviços sociais tiveram um bom desempenho entre abril e junho, criando 2.140 vagas formais de emprego.

 

O aumento da participação do setor público no mercado de trabalho local contribuiu para que o rendimento médio real do Distrito Federal subisse 3,1% entre o 2º trimestre de 2020 e o 2º trimestre de 2019. A remuneração média no setor público é de R$ 8.609.

 

 

Acesse aqui o Boletim de Conjuntura do Distrito Federal (2º Trimestre 2020)

 

Acesse aqui a página do Boletim de Conjuntura do Distrito Federal

 

Reportagem: Lucas Almeida, com supervisão de Renata Nandes, Ascom/Codeplan

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