Governo do Distrito Federal
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9/09/20 às 18h32 - Atualizado em 9/09/20 às 18h43

Em agosto, inflação do Distrito Federal fica em 0,58%

Combustíveis como gasolina e etanol, e alimentos como arroz, tomate e carnes são os principais responsáveis pela inflação mensal

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou variação de 0,58% em agosto no Distrito Federal, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é a terceira variação positiva consecutiva, sendo maior que o observado em junho (0,46%) e julho (0,34%), e o maior já observado no mês de agosto desde 2014.

 

O resultado foi o terceiro maior do país entre as regiões pesquisadas, atrás de Campo Grande (1,04%) e Goiânia (0,66%). A inflação no Brasil ficou em 0,24% em agosto. No acumulado do ano, o Distrito Federal apresentou o sexto menor resultado (0,50%) entre as regiões pesquisadas, atrás de Goiânia (-0,25%), Curitiba (-0,09%), Porto Alegre (0,21%), São Luís (0,30%) e Belém (0,42%), e menor que a inflação acumulada nacional, de 0,70%.

 

O índice, divulgado mensalmente, mostra a variação dos preços de produtos e serviços e é o indicador oficial da inflação no país. O resultado do Distrito Federal reflete a alta nos preços de combustíveis, como gasolina (5,73%) e etanol (3,37%), e de alimentos, como tomate (24,39%), arroz (6,31%) e carnes (4,54%). A queda nos preços das mensalidades dos cursos de ensino superior (-3,84%) contribuíram para segurar a inflação.

 

Ao analisarmos a inflação por grupos, os Transportes foram os que mais contribuíram para a alta inflacionária (1,88%). Alimentação e bebidas (0,95%) e Saúde e cuidados pessoais (0,79%) também influenciaram positivamente o índice. Por outro lado, Educação (-1,38%) e Artigos de residência (-0,52%) colaboraram para equilibrar a inflação de agosto.

 

Segundo Renato Coitinho, pesquisador da Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, “o resultado de agosto é fruto do terceiro aumento consecutivo nos preços da gasolina, impulsionados pelo preço internacional do barril de petróleo e pela taxa de câmbio elevada. Os alimentos também avançaram, especialmente itens de consumo amplo, como o arroz e o tomate, o que coloca um ônus maior em cima das famílias de menor renda”.

 

Em relação aos itens com preços em queda, Coitinho  declara que “um pequeno respaldo vem do grupo da educação, que tem mostrado indícios de retração nos seus preços conforme alguns cursos começam a reduzir suas mensalidades, possivelmente em função da suspensão de aulas presenciais”.

 

ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC)

 

O INPC, que mede a inflação das famílias de renda mais baixa (até 5 salários mínimos), registrou inflação de 0,71% em agosto. O valor está acima do resultado nacional (0,36%) e é o segundo maior índice do país, empatado com Rio Branco e atrás apenas de Campo Grande (1,33%). No acumulado no ano, o INPC do Distrito Federal (0,09%) apresenta o quinto menor índice entre as regiões pesquisadas, atrás de São Luís (-0,11%), Curitiba (-0,18%) e Goiânia (-0,52%), e menor que o nacional (0,80%).

 

O indicador do INPC apresentou alta superior à do IPCA devido ao maior peso de alimentos como arroz, carnes e tomate – que registraram variação positiva – e menor peso dos cursos de ensino superior – que registraram variação negativa – em sua cesta.

 

A análise por grupos do INPC mostra que os Transportes (1,57%), a Alimentação e bebidas (1,13%) e a Comunicação (0,61%) apresentaram as maiores altas no mês, este último com peso mais elevado na cesta de consumo local. A única queda observada foi no grupo da Educação (-1,41%).

 

Acesse a íntegra do boletim Boletim_IPCA_INPC_agosto_2020.

 

Reportagem: Assessoria de Comunicação Social da Codeplan

Foto:  Toninho Tavares da Agência Brasília

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