Governo do Distrito Federal
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25/05/16 às 18h44 - Atualizado em 29/10/18 às 11h49

PED aponta tendência de crescimento na taxa de desemprego no DF

A taxa de desemprego total apresentou elevação de 18,1%, em março, para os atuais 18,6%, e a taxa de desemprego aberto aumentou de 14,3% para 14,9%. Além disso, o desemprego oculto oscilou de 3,6%, ante 3,8%, foi o que apontou a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada hoje, 25, pela Codeplan, em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal, Dieese e Fundação Seade.

Com o contingente de desempregados em 290 mil pessoas, o equivalente a oito mil a mais do que no mês anterior – quando 282 mil trabalhadores estavam nessa condição, o presidente da Codeplan, Lucio Rennó, destacou que, embora os resultados não sejam muito positivos, a Codeplan tem a tarefa de apresentar os números apurados pela PED.

Rennó disse que a crise tem afetado inegavelmente todo o País e, em particular, o Distrito Federal, “mas enxergamos alguns caminhos apontados pela própria sociedade como, por exemplo, os autônomos que têm apresentado mudança de perfil e que têm renda considerável, elementos divulgados pelas pesquisas divulgadas pela Companhia.

Para o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, Bruno de Oliveira Cruz, comparativamente com os demais estados, onde o percentual de pessoas ocupadas vem caindo, o DF não está tão ruim assim. “É a segunda taxa de ocupação, ficando atrás só de São Paulo”. Segundo ainda Cruz, houve aumento no setor Serviços, 1,3% ou 12 mil e redução na Construção, menos 3,0% ou menos dois mil. Na Indústria de Transformação, 6,0% ou menos três mil. No Comércio, menos 1,7% ou menos quatro mil.

De acordo com a coordenadora de Análise do Dieese, Adalgiza Lara Amaral, o grupo mais afetado foi o de menor renda, o que ganha até dois salários mínimos, e que, a partir desse recorte, é possível regionalizar onde o desemprego é maior. A pesquisa mostrou que moradores de Brazlândia, de Ceilândia, de Samambaia, do Paranoá, de São Sebastião, de Santa Maria e do Recanto das Emas, o chamado Grupo 3, com região de renda mais baixa, foram os mais atingidos. Tiveram aumento de 21,4% para 22,3%.

Quanto aos demais grupos, as informações referentes às Regiões Administrativas mostram que o Grupo 1, que reúne as regiões com renda mais alta, foi o único que registrou diminuição da taxa de desemprego. Passou de 7,8% para 7,1%, entre março e abril de 2016. Para o Grupo 2 – região de renda intermediária –, houve relativa estabilidade, de 15,4% para 15,5%.

O supervisor do Escritório Regional do DF, Max Leno de Almeida, ao analisar os números, enfatizou que há precarização do desemprego no DF, reflexo da crise atual. “Mesmo assim, vem mudando o perfil na ocupação do mercado com o crescimento da População Economicamente Ativa (PEA), e isso é um ponto positivo, que vem deixando a dependência do setor público”. Acrescentou que Porto Alegre é a única cidade que apresentou comportamento diferente no que se refere ao aumento na taxa de desemprego.

Presente também na divulgação, o secretário do Trabalho, Thiago Jajour, disse que a Secretaria vem, com ações, envidando esforços no sentido de minimizar o desemprego, e uma dessas ações é a qualificação profissional, com implantação de vários cursos nas modalidades presencial e a distância, além do investimento por meio do microcrédito com o objetivo de aquecer o mercado.

Reportagem: Eliane Menezes

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